Censos 2011 – Dados definitivos do INE Portugal

Tal como prometido e na data devida o INE acaba de divulgar os dados definitivos da sua última grande operação censitária em Portugal, os censos 2011. Também como habitualmente neste tipo de operações, além da revisão de dados já divulgados (os portugueses era à data dos censos 10 562 178) é com os dados definitivos que se divulgam as matrizes relativas aos movimentos migratórios internos.

Estes dados permitem perceber que regiões do países se revelaram mais atrativas na captação de população e quais as que evoluíram no sentido oposto.

Segundo o INE, os padrões já evidenciados em momentos censitários anteriores mantiveram-se com o Alentejo a perder população e o Algarve, a Madeira e Lisboa a destacarem-se por ter registado as maiores taxas de variação de população, 14,1%, 9,3% e 6,0%, respetivamente.

Eis um quadro do INE onde se apresenta a distribuição da população portuguesa, em percentagem do total, por região, segundo o censo da população 2011:

Além do destaque à comunicação social (41 páginas) pode encontrar no sítio do INE as folhas de cálculo com a informação de suporte relativa aos movimentos migratórios bem como a publicação mais extensa sobre o recenseamento geral da população de 2011:
Censos – Resultados definitivos : Portugal – 2011 

 

Séries trimestrais para a economia portuguesa: 1977-2011

Na sequência do que já havia realizado em meados da década passada (e com algum regularidade desde então), o Banco de Portugal contribuiu recentemente, mais uma vez, para mitigar a carência de séries cronológicas longas sobre agregados fundamentais da economia portuguesa.

Sendo certo que hoje há já mais informação cronológica disponível, divulgada pelo INE (vejam-se por exemplo as Séries cronológicas para a taxa de inflação 1977 a 2012) e pela Pordata, por exemplo, este exercícido agora repetido pelo banco de Portugal continua a revelar-se insusbstituível. Além das séries anuais do património dos particulares -1989 a 2011 já aqui referidas, destaca-se hoje a coleção mais relevante que envolve as Séries trimestrais para a economia portuguesa: 1977-2011. 

Este grupo de dados a que pode aceder nas ligações que publicamos em baixo, compila fundamentalmente informação oriunda no INE, resolvendo da melhor forma avalizada pelos tecnicos do Banco de Portugal, as naturais quebras de série que, provavelmente, têm “complicado” a sua divulgação pelo instituição produtora. O compromisso entre a qualidade e a acessibilidade aos dados é sempre complexo, contudo, estamos em crer que, neste caso se justifica inteiramente esta iniciativa. Eis os dados:

Séries trimestrais para a economia portuguesa: 1977-2011

Séries anuais do património dos particulares: 1980-2011

O Banco de Portugal procedeu a um exercício de atualização e a rearranjo de várias séries cronológicas que tem vindo a acompanhar ao longo dos anos e tomou a decisão de divulgar graturtamente o produto desse trabalho. Em concreto, hoje destacamos as séries anuais do património dos particulares: 1980-2011 às quais poderá aceder consultando as ligações em baixo (versão pdf e versão folha de cálculo):

Séries anuais do património dos particulares: 1980-2011

Empresas em Portugal: 2004 a 2010

O INE divulgou recentemente uma compilação de séries temporais iniciadas em 2004 e até 2010 sobre o sector empresarial em Portugal. Alem de um curta publicação de 20 páginas, com análise da informação, o INE-Portugal disponibiliza 16 ficheiros com informação cronológia, para inúmeras variáveis sobre as empresas portuguesas (sector, dimensão, região, ritmo de cresciemtnos, etc) que poderão ser descarregadas gratuitamente do sítio oficial deste instituto.

Poderá encontrar esta informação aqui:

Texto integral do Destaque

  • Download do documento PDF (660 Kb)

Quadros do Destaque

  • Excel Excel (529 Kb – ficheiro zip)
 
Eis um excerto do destaque para a comunicação social:

” (…)  A proporção da criação de novas empresas, no total de empresas ativas do país, atingiu o valor máximo no ano 2007, expresso na percentagem de 15,19%, valor que decresceu até 11,84% no final do período. A mesma evolução verificou-se por parte das empresas do setor não financeiro, cuja taxa de natalidade se situou em 11,94% no ano 2010. Por outro lado, os valores da taxa de mortalidade refletem nitidamente uma tendência de crescimento desde o início do período, alcançando 17,71% em 2009, para o conjunto do setor empresarial. Em termos setoriais, as empresas da Construção e de Serviços apresentaram as maiores taxas de mortalidade atingindo respetivamente, os valores de 18,31% e 20,17%, no ano 2009.

Ao longo do período considerado, observou-se uma redução da taxa de sobrevivência das empresas no país, patente na evolução dos resultados da taxa de sobrevivência a 2 anos que, no caso das unidades não financeiras, correspondeu a um decréscimo de 10,2 p.p entre 2006 e 2010; para esse fenómeno terá contribuído fortemente a Construção. (…)”

 

SEFSTAT – Estatísticas sobre a imigração em Portugal 2000 a 2011

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras português iniciou há vários anos uma parceria com o Instituto Nacional de Estatística no sentido de melhorar os procedimentos estatísticas e, em última análise, melhorar a qualidade das estat´siticas sobre a população estrangeira residnete em Portugal. O SEFSTAT  um sítio do SEF dedicado à divulgação da informação estatística terá ido beber de forma importante a esse trabalho de anos de cooperação e apresenta-se hoje como um referencial para a informação sobre imigração em Portugal.  Continuando a ser um desafio complicado de abordar, a recolha de estatísticas por parte do SEF terá caminhado no bom sentido quando comparada com o cenário existente há 10, 20 ou 30 anos atrás.

Além de apresentarmos o SEFSTAT deixamos nota para a difusão da mais recente publicação o relatório estatístico anula relativo ao ano 2011, anunciado já pelos media e que, após um breve embargo, deverá ser disponibilizado nas páginas do SEFSTAT.