Estudo: “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior – 2010 ” – GPEARI

O Ministério das Finanças português através do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) desenvolveu um estudo estatisticamente extenso sobre a empregabilidade dos cursos superiores portugueses recolhendo informação histórica e recente, até Dezembro de 2009. Como sub-produto nada desprezível deste estudo, o GPEARI está a disponibilizar no seu sítio na internet um conjunto muito significativo de quadros e tabelas (em formato Excel – cerca de 5MB – Clique para descarregar) contendo informação que vai desde a apresentação dos dadso de enquadramento (população residente com curso superior ao nível de NUTS 4 – concelhos) até a variadíssimos detalhes para o desemprego, incluindo as associações com os pares curso superior/estabelecimento de ensino. O estudo chama-se “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior – 2010″ e é já o relatório VI sobre o tema (clique para aceder).

Na página dedicada ao estudo poderá ainda extrair a informação estatística usada na última edição bem como aceder aos relatórios anteriores.

Eis um resumo da apresentação do estudo tal como se pode ler na página do GPEARI:

“Este relatório, o sexto da série, incide sobre os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior, em Dezembro de 2009. O documento, para além de um capítulo inicial de apresentação e de síntese das principais conclusões, organiza-se em duas partes principais.

A primeira parte, caracteriza os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior na situação de procura de emprego por comparação, quer com a situação global de procura de emprego, quer com a situação de procura de emprego dos inscritos com habilitação superior observada no mês homólogo do ano anterior (Dezembro de 2008).

A segunda parte do relatório caracteriza os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior em Dezembro de 2009 por subsistema de ensino, área de estudo, par estabelecimento/curso e ano de conclusão do grau. Incluem-se ainda, nesta parte, dados sobre os diplomados por instituições de ensino superior para o período de 1998-1999 a 2007‑2008.”


Estatísticas da população nos países da União Europeia+8 em 2010

O Eurostat acaba de divulgar as estimativas da população, por país, no seio da União Europeia (mais 8 países) em 2010. O documento com o título “European demography – EU27 population 502.5 million at 1 January 2011 – More than 5 million children born in the EU27 in 2010” apresenta informação individualizada relativa a nascimentos, mortos, saldo natural (mortes menos nascimentos), saldo migratório e população total bem como as variações entre 2009 e 2010 medidas em permilagem.

Identificam-se 8 países de entre os 35 analisados com saldos naturais negativos, entre os quais Portugal e outros 8 países onde o saldo migratório é negativo. Quanto à população global regista-se uma redução da população em 7 países sendo Portugal um deles ainda que com uma variação marginalmente negativa.

A Turquia, a França, Reino Unido e a Espanha foram, por esta ordem, os países que mais cresceram em termos absolutos por via do saldo natural. Já quanto ao influxo positivo por via migratória, a Turquia, a Itália, o Reino Unido e a Alemamha ocuparam o topo da atratibilidade em termos absolutos.

Considerando a informação em termos relativos (variações em permilagem da população residente em 2009) o cenário é distinto. Neste caso, em termos de variação positiva do saldo natural, destacam-se a Turquia, a Irlanda e a Islândia. Quanto à variação relativa no saldo migratório, foi mais elevada no Luxemburgo, Noruega e Suiça.

Com sinal francamente negativo, em termos de evolução do saldo natural, temos a Letónia, a Bulgária e a Hungria, enquanto que nas variações negativa mais relevantes no saldo migratório, em termos relativos, destacam-se a Lituânia, a Irlanda e a Islândia.

Em termos globais, os três países com as maiores variações populacionais entre 2009 e 2010 foram: o Luxemburgo, a Turquia e a Noruega. Em Portugal, o saldo migratório positivo compensou na quase totalidade o saldo natural negativo.

Uma nota adicional para a Alemanha: a maior economia da União Europeia registou uma perda líquida de residentes por via de um saldo natural negativo (-180 mil habitantes) que um saldo migratório positivo apenas parcialmente compensou (+130 mil habitantes).

29/07/2011 Arquivado em: Dados Demográficos   Continue a ler

Séries trimestrais para a economia portuguesa 1977 – 2010

O Banco de Portugal acaba de divulgar juntamente com o seu Boletim Económico do Verão de 2011, a actualização das séries trimestrais para a economia portuguesa 1977 – 2010. São cerca de 30 variáveis fundamentais para entender a economia portuguesa e podem ser descarregadas facilmente sem custos adicionais. Eis as ligações  para a versão em PDF e em formato de folha de cálculo:

 

Qualquer esclarecimento pode ser obtido através do email do Banco de Portugal: info@bportugal.pt


Novo Portal Estatístico de Informação Empresarial do Ministério da Justiça

Números - Imagem da Corbis RFEncontra-se desde hoje disponível, o Portal Estatístico de Informação Empresarial do Ministério da Justiça português.

O novo portal agrega informação administrativa recolhida através da Informação Empresarial Simplificada (IES), do Ficheiro Central de Pessoas Colectivas (FCPC) e da Base de Dados do Registo Comercial (SIRCOM) e promete ajudar a conhecer um pouco melhor e com informação bastante actualizada a realidade empresarial do país devendo ser de utilidade a investidores e investigadores nacionais e internacionais.

Aos poucos vai-se devolvendo com valor acrescentado a informação que todos somos chamados a fornecer.

Contamos explorar as hipóteses de consulta em breve, para já fica a dica para que descubra a ferramenta gratuita agora apresentada.

Eis um excerto da folha de apresentação do Portal:

” (…) A informação é fornecida em diferentes tipos de gráfico e também em tabela permitindo-se a exportação de dados para formato PDF ou Excel garantindo-se, assim, a total versatilidade no tratamento dos dados. Na página das estatísticas encontra-se um mapa de Portugal que é preenchido de acordo com as pesquisas efectuadas permitindo uma rápida e eficaz visualização da distribuição geográfica das ocorrências. O Portal Estatístico de Informação Empresarial disponibiliza de uma forma simples e intuitiva estatísticas diversificadas acerca das empresas portuguesas, construídas com base em fontes fidedignas e actualizadas e visualizadas de forma clara e precisa. (…)”

27/04/2011 Arquivado em: Dados Económicos   Continue a ler

A Agricultura Portuguesa 1999 – 2009: metade do país (ainda) é área agrícola

O INE-Portugal concluiu a análise preliminar daquela que é a segunda operação estatística mais cara (16,9 milhões de euros) realizada em Portugal em cada 10 anos: o recenseamento geral agrícola.

Menos área explorada, menos explorações (-27%), com dimensões médias um pouco maiores e maior aposta nas pastagens permanentes em prejuízo da terra arável. Estão são algumas das conclusões sumária do INE. O país agrícola continua atomizado com 75% das explorações com menos de 5 hectares mas com as grandes empresas agrícolas a representarem já 25% da superfície agrícola utilizada. Eis um excerto da publicação do INE-Portugal:

“(…) Caracterização do Produtor: o produtor agrícola tipo é homem, tem 63 anos, apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem formação agrícola exclusivamente prática e trabalha nas actividades agrícolas da exploração cerca de 22 horas por semana. O seu agregado familiar é constituído por 3 indivíduos e o rendimento provém maioritariamente de pensões e reformas. (…)

Nas empresas agrícolas constata-se que:
• A dimensão média é de 142 hectares de SAU, 12 vezes superior à média nacional;
• A idade média do dirigente da exploração é de 50 anos, 12 anos mais novo do que a média nacional;
• Cerca de 40% dos seus dirigentes têm formação superior e destes, metade possuem habilitações específicas nas ciências agrárias;
• Empregam cerca de 30 mil trabalhadores, ou seja, 2/3 da mão-de-obra agrícola assalariada com ocupação regular;
• Apenas utilizam 3,5 UTA por 100 hectares de SAU, enquanto que a média nacional se situa em 10 UTA por 100 hectares de SAU;
• A utilização dos tractores é mais eficiente, dado que, para explorar 100 hectares de SAU apenas é necessário 1 tractor, enquanto que em média são necessários 5 tractores.

Os dados definitivos estão prometidos para Maio de 2011, nessa altura abordaremos de novo o tema.

17/12/2010 Arquivado em: Censos, Dados Económicos   Continue a ler

OpenAIRE – plataforma europeia de acesso a trabalhos de investigação multidisciplinares

Acreditando que poderá interessar ao público que segue o “Onde estão os números” destacamos esta novidade com a qual tivemos contacto através do Portal do Cidadão (do Governo Português) e a qual encontrou aplicados implementadores na Universidade do Minho. Eis o que se lê no Portal do Cidadão sobre o assunto:

“A Comissão Europeia (CE) lançou o OpenAIRE, uma plataforma de acesso aberto para a investigação na Europa, que permite a investigadores, empresas e cidadãos aceder online aos documentos sobre a investigação científica financiada pela União Europeia (UE).

Lançada pela CE, no passado dia 3 de Dezembro, esta base de dados disponibiliza trabalhos de cientistas nos domínios da saúde, energia, ambiente, tecnologias da informação e da comunicação e das infra-estruturas de investigação, ciências sociais e humanas e ciência na sociedade.

O livre acesso aos documentos científicos possibilitado por esta plataforma permitirá, por exemplo, que “as pessoas com doenças raras tenham acesso aos resultados mais recentes da investigação médica ou que os cientistas obtenham informação actualizada em tempo real sobre os progressos realizados nos seus domínios”.”

Se a OpenAIREOpen Access  Infrastructure for Research in Europe – conseguir traduzir na prática aquilo a que se propõe, poderá ser um peça fulcral no avanço científico e na disseminação do conhecimento apreendido. Vamos estar atentos.


Brasil regista a mais alta esperança de vida ao nascer de sempre: 73,17 anos

É um recorde que tem vindo a ser superado sucessivamente nos últimos anos. Segundo o IBGE, desde 1980, a esperança de vida ao nascer tem vindo a aumentar em média 4 meses e 12 dias em cada ano que passa tendo subido de 62,57 anos em 1980 para 73,17 anos em 2009. Já a moralidade infantil, caiu de 69,12 para 22,47 óbitos por mil nascidos vivos, no mesmo período.

Estes são alguns dados recentemente divulgados com as Tábuas Completas de Mortalidade – 2009 brasileiras.

03/12/2010 Arquivado em: Dados Demográficos   Continue a ler

Esperança de vida aos 65 anos continua a aumentar em Portugal

O INE – Portugal divulgou recentemente os dados parciais relativos à tábua de mortalidade. Em concreto ficámos a conhecer a esperança de vida aos 65 anos apurada para o triénio 2008-2010: 18,47 anos que compara com 18,19 anos registados no triénio terminado em 2009. Este indicador é determinante para o apuramento do factor de sustentabilidade das pensões, necessário para o cálculo de pensões, penalizações por reforma antecipada e outras contas relativa às reformas e pensões em Portugal. Com este indicador de 2008 a 2010, os portugueses com idade para se reformarem passarão a ter de trabalhar mais pelo menos 4 meses para garantirem que não sejam penalizados na reforma.

02/12/2010 Arquivado em: Dados Demográficos   Continue a ler

Evolução das despesas de Saúde em Portugal entre 2000 e 2008

O INE português completou recentemente a conta satélite da Saúde, um exercício de contas nacionais que detalha informação sobre o sistema de saúde português. Segundo o INE:


“(…) Entre 2000 e 2008, a despesa total em saúde aumentou, em termos nominais, 4,9% por ano, o que compara com um crescimento médio anual do PIB em valor de 3,9%. (…) Este comportamento foi basicamente determinado pela despesa corrente em saúde que aumentou em média anual, no mesmo período, 5,2%.Entre 2000 e 2008, a despesa total em saúde aumentou,(…), atingindo 17 287 milhões de Euros em 2008, o que correspondeu a cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e a uma despesa per capita de 1 627,4 Euros. Nos anos 2006 e 2008, a despesa cresceu de forma menos intensa, registando-se aumentos nominais de 1,0% e 2,2%, respectivamente.
A despesa total em saúde compreende a despesa corrente em saúde e a formação bruta de capital dos prestadores de cuidados de saúde. A primeira componente teve um peso dominante superior a 92% da despesa total em todos os anos do período em análise, crescente entre 2000 e 2005, em que representou 94,6% da despesa total, baixando nos dois anos seguintes para 93,6% e retomando em 2008 o peso relativo de 2005. (…)

A despesa corrente foi maioritariamente financiada por entidades das Administrações Públicas, com realce parao Serviço Nacional de Saúde, representando a despesa pública corrente, em média cerca de 68,2% entre 2000 e2008. No entanto, ao longo desse período, manifestou-se uma tendência decrescente do peso relativo dadespesa pública, que se cifrou em 65,6% do total da despesa corrente em 2008, com o consequente aumento da despesa financiada por entidades privadas, com realce para as famílias. (…)”

O INE divulga alguns dados estatísticos  aqui e a versão completa da Conta Satélite aqui.

23/11/2010 Arquivado em: Dados Económicos   Continue a ler

Brasil: Primeiros dados do Censo 2010 já divulgados (rev.)

O Brasil tem 189.712.713 habitantes. Mais 9,4% do que em 2000. São dados provisórios, ainda em reavaliação mas já com credibilidade e precisão suficiente para que o IBGE os divulgue no seu sítio na internet. Temos então as primeiras estimativas populacionais para os mais de 5000 municípios brasilerios.

Recorde-se que o momento de referência é 1 de Agosto de 2010 pelo que se trata de uma operação relâmpago em termos de capacidade de processamento da informação estatística. Eis as ligações disponibilizadas pelo IBGE para as várias unidades da união brasileira (as ligações remetem para ficheiros PDF). Pode também consultar dados com referência geográfica (e gráfica) aqui.

Unidades da Federação

04/11/2010 Arquivado em: Censos   Continue a ler
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