O que é a Euribor e como tem evoluido desde que nasceu em 1999 até 2010




Clique para aumentarA Euribor (EURopean InterBank Offered Rate) é uma taxa de juro de referência calculada pelo BCE tendo por base o valor dos contratos de cedência de crédito entre  57 bancos internacionais (entre eles a Caixa Geral de Depósitos) com uma participação muito ativa no mercado do euro.  Por outras, palavras resulta do valor médio atribuído ao dinheiro pelos próprios bancos quando procuram ceder euros uns aos outros, daí designar-se de taxa interbancária. O gráfico relativo à curva de rendimentos pode ser encontrado, com atualização diária, neste endereço do Banco de Portugal.

Esta taxa é calculada diariamente para várias maturidade, ou seja, para vários períodos de cedência. A euribor a 6 meses, por exemplo, responde à pergunta: quanto custa pedir emprestado 1 euro por seis meses e é habitualmente utilizada em Portugal como referência para definir quanto os bancos pedem pelo dinheiro que emprestam aos particulares nos contratos de crédito à habitação, entre outros, sendo o preço do crédito completado por um spread ou margem adicionado à euribor.

A Euribor nasceu com o Euro há 11 anos e alguns dias. No início ainda sem concretização física em moedas e notas característica que viria a assumir apenas em 2001. Mas como se disse, a taxa propriamente dita começou a ser calculada logo em 1999.

Tem curiosidade em saber como evoluiu a euribor nesta primeira década? Poderá descarregar gratuitamente nesta ligação providenciada pelo Banco de Portugal, todos os valores diários registados pelo Euribor desde 4 de Janeiro de 1999 até hoje para as várias maturidades de uma semana a 12 meses. O ficheiro está arquivado em formato CSV pelo que deverá convertê-lo para a sua folha de cálculo como estando as colunas identificadas por vírgulas.

O sítio mais adequado para ficar a saber tudo sobre a Euribor é esta página gerida pela European Banking Federation.

01/02/2010 Arquivado em Dados Económicos - Continue a ler



5 comentários a “O que é a Euribor e como tem evoluido desde que nasceu em 1999 até 2010”

  1. [...] chamámos “Onde Estão os Números“. Hoje publicamos uma peça que explica sumariamente o que é a euribor e promove a consulta da série cronológica da referida taxa que conta já com 11 anos, tantos [...]

  2. [...] Depósitos a Prazo – Fevereiro de 2010 09/02/2010 por MonicaArquivado em: Dinheiros, Instituições Financ.  Acabámos de atualizar a nossa página com as ligações para a informação sobre Depósitos a Prazo disponibilizadas pelos vários Bancos a operar no mercado Português. Em termos gerais detetámos uma ligeira redução das taxas de juro oferecidas, acompanhando a evolução recente da Euribor. [...]

  3. [...] aos bancos. O dinheiro tem um custo e este ameaça subir significativamente mesmo antes de a Euribor retomar a sua esperada [...]

  4. José Costa diz:

    Quando da adesão à CEE, na altura, o que mais saltou à vista foram os possíveis benefícios, que até foram constatáveis, mas muito mal aproveitados. Porém agora estamos vendo o reverso da medalha.
    Neste caso concreto, valor do dinheiro, verifica-se a total perda de independência na gestão do mesmo. Quem decide já não somos nós mas as instituições europeias. E é neste contexto que nos vemos a braços com esta terrível crise, para onde fomos empurrados, com políticas de destruição de nossas estruturas económicas e que agora, sem elas, nos vemos submetidos às vontades de terceiros sem capacidade para podermos reagir doutro modo, para saída dela.

  5. Arlindo Guerreiro diz:

    A nossa adesão à então CEE e as consequências dela decorrentes designadamente a crise actual, merecem-me dois comentários:

    1º – Em vez de termos utilizad os fundos que beneficiámos com a adesão para reconverter e modernizar as estruturas produtivas então existentes, utilizámo-los para financiar a destruição da agricultura, das grandes empresas industirias e da frota de pesca, destruição na qual o actual PR teve o papel principal durante os seus dois mandatos como PM, embora apareça agora a dar conselhos para salvar o país da crise. Também os MF que estiveram nos governos dos últimos 35 anos, a maior parte deles ainda vivos, aparecem agora a dar conselhos para enfrentar a crise, esquecendo que, também eles, uns mais outros menso, contribuiram para levar o país à situação de descalabro económico em que está hoje. Como a memória é curta!

    2º – Os governantes portugueses têm a tendência para demonstar que são bons alunos dando passos maiores que as pernas, como aconteceu posteriormente com a nossa entrada no euro, passo que, sabiamente, não foi dado pela Inglaterra apesar de ser um país economicamente muito mais evoluído que o nosso, facto que nos retirou o instrumento fundamental da nossa soberania financeira um dos instrumentos fundamentais para dar resposta à crise que atravessamos.

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