Turísmo no Algarve perdeu em média 600 mil dormidas entre 2007 e 2009




Sem surpresa, o Algarve é a região turística mais concorrida em Portugal. Predomina o sol e praia ao sul do país virado para África e às portas do mediterrânico. Segundo o INE, entre 2007 e 2009, o Algarve perdeu 1,8 milhões de dormidas. Recorde-se que este período coincidiu com a crise financeira e económica e com uma época em que a moeda local, o Euro, se valorizou muito significativamente face à moeda de alguns dos países emissores habituais de turístas no Algarve, nomeadamente contra Libra inglesa. Os britânicos representavam, em 2005, 36,6% do total de dormidas vendidas no Algarve, em 2009 essa percentagem era de apenas 29,6%. Em sentido inverso, os portugueses viram o sua importância relativa aumentar de 22,9% para 28,2%. O INE avança ainda que:

“Em 2009, o Algarve representava 35,5% do total de dormidas no país, das quais aproximadamente 72% tiveram como origem um mercado estrangeiro. No último ano a taxa líquida de ocupação-cama no Algarve fixou-se nos 40,9%, menos 2,4 p.p. face a 2008, correspondendo a um total de 361 290 milhares de euros em proveitos de aposento em 2009. O concelho de Albufeira concentrou mais de 45% das dormidas registadas no Algarve no ano de 2009. “

Mais detalhes no sítio do INE – Portugal com dados de 2005 a 2009.

13/07/2010 Arquivado em Dados Económicos - Continue a ler



2 comentários a “Turísmo no Algarve perdeu em média 600 mil dormidas entre 2007 e 2009”

  1. anita diz:

    Fala-se no Turismo Algarvio como se ele existisse de verdade…
    Mas que mentira mais convicta!!!! Para mim é como é que o povo acredita nisto!!!
    Turismo é de Janeiro a Janeiro e não de Julho a Setembro.

    O Algarve é uma região privilegiada pela Natureza, que nos oferece um excelente clima, o resto é uma demência brutal!!!!!

    Segundo este artigo e “Segundo o INE, entre 2007 e 2009, o Algarve perdeu 1,8 milhões de dormidas. Recorde-se que este período coincidiu com a crise financeira e económica e com uma época em que a moeda local, o Euro, se valorizou muito significativamente face à moeda de alguns dos países emissores habituais de turistas no Algarve, nomeadamente contra Libra inglesa. Os britânicos representavam, em 2005, 36,6% do total de dormidas vendidas no Algarve, em 2009 essa percentagem era de apenas 29,6%. Em sentido inverso, os portugueses viram o sua importância relativa aumentar de 22,9% para 28,2%. O INE avança ainda que…. O resto devem ser piadas”

    Vocês deveriam ver sim! A, quantidade de casas com placas a oferecer dormida, onde se juntam por apartamento 10 e 12 pessoas.
    Quem os aluga é esperto ao ponto de colocar placa e assim despistar as autoridades competentes, (as quais se deixam enganar), como se tivessem legais quando na verdade declaram apenas em media meia dúzia de alugueres, para não dizer que não passa nenhum.
    Alporchinhos é um arem de alugueres….é um ganhar de dinheiro fácil.
    São pessoas muito pouco inteligentes, pessoas que retiram dormidas aos hotéis.
    Perante a crise é isso que as pessoas querem um aluguer de €1300,00 por quinzena divido por 3 e 4 casais, num hotel as pessoas não podem fazer estas vaquinhas.
    É aqui que o Algarve falha. Muito pouca fiscalidade e dinâmica em mudar o que está mal.

    Expliquem-me também como é que numa região turística como vocês argumentam que o Algarve é, os caixotes do lixo serem colocados propositadamente nos locais de acesso ao sítios mais frequentes no verão, como as praias onde a recolha e brutalmente deficiente. Não acham que isto é uma má imagem para a região?

    Tanta gente a estudar, tantos curso superiores neste pais, gostava de saber para que servem?
    Tenho pena da geração que por ai vêm, quando vejo um bebe penso sempre no futuro dessa criança. Que dó!!!!!!

  2. Paulo diz:

    Ontem mesmo (29/12) contemplei o entulho do que foi uma grande casa agrícola de princípio do sec XX, particularmente bonita. Tudo foi arrasado excepto o forno do pão. No lugar onde se erguia aquela que foi uma magnífica moradia da burguesia rural algarvia, estão agora os alicerces de futura construção. Perto, um monte de entulho tão magnífico quanto o edificado que lhe deu origem. Não sei da magnificência que resultará da nova construção mas sei que se perdeu património cultural insubstituível. Quando os portugueses actuais terminarem o seu labor pouco restará da cultura arquitectónica tradicional nacional. Isto num país que tem no turismo uma das suas principais indústrias. Paciência. Tudo acaba, eu sei, mas era preciso acabar já?

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