Arquivo para December, 2010




A Agricultura Portuguesa 1999 – 2009: metade do país (ainda) é área agrícola

O INE-Portugal concluiu a análise preliminar daquela que é a segunda operação estatística mais cara (16,9 milhões de euros) realizada em Portugal em cada 10 anos: o recenseamento geral agrícola.

Menos área explorada, menos explorações (-27%), com dimensões médias um pouco maiores e maior aposta nas pastagens permanentes em prejuízo da terra arável. Estão são algumas das conclusões sumária do INE. O país agrícola continua atomizado com 75% das explorações com menos de 5 hectares mas com as grandes empresas agrícolas a representarem já 25% da superfície agrícola utilizada. Eis um excerto da publicação do INE-Portugal:

“(…) Caracterização do Produtor: o produtor agrícola tipo é homem, tem 63 anos, apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem formação agrícola exclusivamente prática e trabalha nas actividades agrícolas da exploração cerca de 22 horas por semana. O seu agregado familiar é constituído por 3 indivíduos e o rendimento provém maioritariamente de pensões e reformas. (…)

Nas empresas agrícolas constata-se que:
• A dimensão média é de 142 hectares de SAU, 12 vezes superior à média nacional;
• A idade média do dirigente da exploração é de 50 anos, 12 anos mais novo do que a média nacional;
• Cerca de 40% dos seus dirigentes têm formação superior e destes, metade possuem habilitações específicas nas ciências agrárias;
• Empregam cerca de 30 mil trabalhadores, ou seja, 2/3 da mão-de-obra agrícola assalariada com ocupação regular;
• Apenas utilizam 3,5 UTA por 100 hectares de SAU, enquanto que a média nacional se situa em 10 UTA por 100 hectares de SAU;
• A utilização dos tractores é mais eficiente, dado que, para explorar 100 hectares de SAU apenas é necessário 1 tractor, enquanto que em média são necessários 5 tractores.

Os dados definitivos estão prometidos para Maio de 2011, nessa altura abordaremos de novo o tema.

17/12/2010 Arquivado em: Censos, Dados Económicos   Continue a ler



OpenAIRE – plataforma europeia de acesso a trabalhos de investigação multidisciplinares

Acreditando que poderá interessar ao público que segue o “Onde estão os números” destacamos esta novidade com a qual tivemos contacto através do Portal do Cidadão (do Governo Português) e a qual encontrou aplicados implementadores na Universidade do Minho. Eis o que se lê no Portal do Cidadão sobre o assunto:

“A Comissão Europeia (CE) lançou o OpenAIRE, uma plataforma de acesso aberto para a investigação na Europa, que permite a investigadores, empresas e cidadãos aceder online aos documentos sobre a investigação científica financiada pela União Europeia (UE).

Lançada pela CE, no passado dia 3 de Dezembro, esta base de dados disponibiliza trabalhos de cientistas nos domínios da saúde, energia, ambiente, tecnologias da informação e da comunicação e das infra-estruturas de investigação, ciências sociais e humanas e ciência na sociedade.

O livre acesso aos documentos científicos possibilitado por esta plataforma permitirá, por exemplo, que “as pessoas com doenças raras tenham acesso aos resultados mais recentes da investigação médica ou que os cientistas obtenham informação actualizada em tempo real sobre os progressos realizados nos seus domínios”.”

Se a OpenAIREOpen Access  Infrastructure for Research in Europe – conseguir traduzir na prática aquilo a que se propõe, poderá ser um peça fulcral no avanço científico e na disseminação do conhecimento apreendido. Vamos estar atentos.




Brasil regista a mais alta esperança de vida ao nascer de sempre: 73,17 anos

É um recorde que tem vindo a ser superado sucessivamente nos últimos anos. Segundo o IBGE, desde 1980, a esperança de vida ao nascer tem vindo a aumentar em média 4 meses e 12 dias em cada ano que passa tendo subido de 62,57 anos em 1980 para 73,17 anos em 2009. Já a moralidade infantil, caiu de 69,12 para 22,47 óbitos por mil nascidos vivos, no mesmo período.

Estes são alguns dados recentemente divulgados com as Tábuas Completas de Mortalidade – 2009 brasileiras.

03/12/2010 Arquivado em: Dados Demográficos   Continue a ler



Esperança de vida aos 65 anos continua a aumentar em Portugal

O INE – Portugal divulgou recentemente os dados parciais relativos à tábua de mortalidade. Em concreto ficámos a conhecer a esperança de vida aos 65 anos apurada para o triénio 2008-2010: 18,47 anos que compara com 18,19 anos registados no triénio terminado em 2009. Este indicador é determinante para o apuramento do factor de sustentabilidade das pensões, necessário para o cálculo de pensões, penalizações por reforma antecipada e outras contas relativa às reformas e pensões em Portugal. Com este indicador de 2008 a 2010, os portugueses com idade para se reformarem passarão a ter de trabalhar mais pelo menos 4 meses para garantirem que não sejam penalizados na reforma.

02/12/2010 Arquivado em: Dados Demográficos   Continue a ler