Censos 2011 – Dados definitivos do INE Portugal

Tal como prometido e na data devida o INE acaba de divulgar os dados definitivos da sua última grande operação censitária em Portugal, os censos 2011. Também como habitualmente neste tipo de operações, além da revisão de dados já divulgados (os portugueses era à data dos censos 10 562 178) é com os dados definitivos que se divulgam as matrizes relativas aos movimentos migratórios internos.

Estes dados permitem perceber que regiões do países se revelaram mais atrativas na captação de população e quais as que evoluíram no sentido oposto.

Segundo o INE, os padrões já evidenciados em momentos censitários anteriores mantiveram-se com o Alentejo a perder população e o Algarve, a Madeira e Lisboa a destacarem-se por ter registado as maiores taxas de variação de população, 14,1%, 9,3% e 6,0%, respetivamente.

Eis um quadro do INE onde se apresenta a distribuição da população portuguesa, em percentagem do total, por região, segundo o censo da população 2011:

Além do destaque à comunicação social (41 páginas) pode encontrar no sítio do INE as folhas de cálculo com a informação de suporte relativa aos movimentos migratórios bem como a publicação mais extensa sobre o recenseamento geral da população de 2011:
Censos – Resultados definitivos : Portugal – 2011 

 

A Agricultura Portuguesa 1999 – 2009: metade do país (ainda) é área agrícola

O INE-Portugal concluiu a análise preliminar daquela que é a segunda operação estatística mais cara (16,9 milhões de euros) realizada em Portugal em cada 10 anos: o recenseamento geral agrícola.

Menos área explorada, menos explorações (-27%), com dimensões médias um pouco maiores e maior aposta nas pastagens permanentes em prejuízo da terra arável. Estão são algumas das conclusões sumária do INE. O país agrícola continua atomizado com 75% das explorações com menos de 5 hectares mas com as grandes empresas agrícolas a representarem já 25% da superfície agrícola utilizada. Eis um excerto da publicação do INE-Portugal:

“(…) Caracterização do Produtor: o produtor agrícola tipo é homem, tem 63 anos, apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem formação agrícola exclusivamente prática e trabalha nas actividades agrícolas da exploração cerca de 22 horas por semana. O seu agregado familiar é constituído por 3 indivíduos e o rendimento provém maioritariamente de pensões e reformas. (…)

Nas empresas agrícolas constata-se que:
• A dimensão média é de 142 hectares de SAU, 12 vezes superior à média nacional;
• A idade média do dirigente da exploração é de 50 anos, 12 anos mais novo do que a média nacional;
• Cerca de 40% dos seus dirigentes têm formação superior e destes, metade possuem habilitações específicas nas ciências agrárias;
• Empregam cerca de 30 mil trabalhadores, ou seja, 2/3 da mão-de-obra agrícola assalariada com ocupação regular;
• Apenas utilizam 3,5 UTA por 100 hectares de SAU, enquanto que a média nacional se situa em 10 UTA por 100 hectares de SAU;
• A utilização dos tractores é mais eficiente, dado que, para explorar 100 hectares de SAU apenas é necessário 1 tractor, enquanto que em média são necessários 5 tractores.

Os dados definitivos estão prometidos para Maio de 2011, nessa altura abordaremos de novo o tema.

Brasil: Primeiros dados do Censo 2010 já divulgados (rev.)

O Brasil tem 189.712.713 habitantes. Mais 9,4% do que em 2000. São dados provisórios, ainda em reavaliação mas já com credibilidade e precisão suficiente para que o IBGE os divulgue no seu sítio na internet. Temos então as primeiras estimativas populacionais para os mais de 5000 municípios brasilerios.

Recorde-se que o momento de referência é 1 de Agosto de 2010 pelo que se trata de uma operação relâmpago em termos de capacidade de processamento da informação estatística. Eis as ligações disponibilizadas pelo IBGE para as várias unidades da união brasileira (as ligações remetem para ficheiros PDF). Pode também consultar dados com referência geográfica (e gráfica) aqui.

Unidades da Federação

Censo 2011 em Portugal custará mais de 45 milhões de euros

Uma operação de recenseamento da população e da habitação feita nos moldes habituais é algo que tem de ser preparado com tempo, envolve diversas entidades e especialidades científicas e, claro, acaba por requerer muita mão de-obra e meios tecnológicos. O censo 2011 em Portugal está já em marcha há largos meses ainda que a operação de recolha final se venha a realizar apenas em Abril de 2011. E é precisamente sobre o custo da operação inscrito no Orçamento de Estado português para 2011 que encontramos esta soma de 45 milhões de euros, um valor nada desprezível em termos de investimento para o Estado mas que, ainda assim, revela a parcela, mas apenas uma parcela, importante da factura final.

Tal como prometido sem sucesso no passado, surge agora, novamente, a garantia de que esta será a última operação de recenseamento efectuado nos moldes clássicos, em 2021 tudo será diferente. Havendo saúde e engenho cá estaremos para acompanahr a revolução que se anuncia, novamente. Mas mais importante do que isso, aguardamos com curiosidade os resultados do censo de 2011 em Portugal, em particular, no que diz respeito à informação relativa a movimento migratórios interno e externos.

Será que Portugal é, de novo, definitivamente um país de emigração?

Dia 1 de Agosto o IBGE inicia o censo 2010

O IBGE iniciou a contagem decrescente para o Censo 2010. Dentro de menos de 3 meses os recenseadores do IBGE começarão a bater à porta de cada um dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil.

A operação colossal teve mais de um milhão de brasileiros a candidatarem-se às vagas para recenseador. Conheça alguns factos sobre o recenseamento aqui.

Os primeiros resultados deverão ser conhecidos no final do ano, sendo a informação mais detalhada divulgada em 2011.