Chegou-nos por mão amiga a referência a uma base de dados recente, a Pordata, uma base de dados de acesso público da Fundação Francisco Manuel dos Santos, instituição que tem como Presidente do Conselho de Administração o investigador António Barreto. O projecto é coordenado por Maria João Valente Rosa e tal como indicado na folha de apresentação, a base de dados disponibiliza milhares de indicadores e estatísticas relativos ao Portugal Contemporâneo. A navegação é simples mas pode também atingir níveis de refinação elevados.
O IBGE divulgou hoje a série cronológica (aceder aqui em formato PDF) que faz a retrospetiva da população ocupada (empregada) e desocupada (desempregada) para o período entre 2003 e 2009. A área de enfoque desta informação estatística compreendeu as áreas metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
O IBGE (ver resumo) identificou significativas quebras na população desocupada em todas as regiões ao longo do período de 7 anos: mais modestas na área do Rio de Janeiro (8%) mais expressivas em Belo Horizonte (24,2%).
Algumas frases chave destacadas pelo IBGE:
- Em sete anos, média anual da população desocupada caiu 28,2%
- Participação das mulheres na população ocupada teve crescimento contínuo
- Participação dos trabalhadores com 11 anos ou mais de estudo na força de trabalho sobe de 46,7% para 57,5%
- Em 2009, 66,8% dos trabalhadores contribuíam para a previdência, contra 61,2% em 2003
- Serviços prestados a empresas foi o agrupamento de atividade com maior crescimento: 30,6%
- Em sete anos, contingente médio anual da população desocupada reduziu-se em 28,2%
- Em 2009, a taxa de desocupação média anual ficou em 8,1%
- De 2003 a 2009, a média anual do rendimento real dos trabalhadores cresceu 14,3%
- Rendimento médio real das trabalhadoras representa pouco mais de 70% do dos homens
- Média anual dos rendimentos dos trabalhadores pretos ou pardos cresceu mais que a dos brancos
Consultando a base de dados disponibilizada pelo INE – Cabo Verde conseguimos encontrar alguma informação de síntese sobre o país. Notámos que recebemos algumas pesquisas no “Onde Estão os Números” visando a esperança média de vida em Cabo Verde, bem como em outros países lusófonos. Com o intuito de responder a essa solicitação fomos em busca desses dados.
Neste artigo detemo-nos sobre Cabo Verde. A informação que encontrámos é uma projecção demográfica, actualizada em Fevereiro de 2008 que apresenta o cenário mais provável de evolução para a Esperança de Vida Total (conceito similar à Esperança Média de Vida à Nascença, se bem entendemos) para o período iniciado em 2000 e que terminará em 2020.
Segundo o INE de Cabo Verde, a Esperança de Vida projectada para 2009 neste país foi de 72,70 anos esperando-se que prossiga uma tendência de claro aumento até 2020.
No portal do INE – Cabo Verde é possível encontrar este indicador discriminando por sexo, o endereço é este http://www.ine.cv/dadosestatisticos.aspx. O acesso carece de registo mas é gratuito e permite descarregar as séries cronológicas desejadas em vários formatos.
Ontem, o INE de Portugal divulgou as Estatísticas da Educação 1961 – 2008, abrangendo o último meio século de história e compreendendo dados relativos a alunos, escolas, professores, níveis de ensino, aproveitamento, entre muitos outros. O universo de análise resume-se ao ensino não universitário mas mesmo assim há pano para mangas em termos de análise. Portugal progrediu imenso neste período em vários indicadores ficando como nota crítica o facto de, muito provavelmente, não se ter conseguido progredir ao ritmo necessário para anular o atraso acumulado que se registava em meados do século XX face aos restantes países desenvolvidos.
Segundo o INE -Portugal:
” (…) A tábua de mortalidade, de vida ou de sobrevivência é um modelo tabular de análise demográfica que sintetiza um conjunto de funções básicas que permitem analisar, numa determinada população, o fenómeno da longevidade e efectuar juízos probabilísticos sobre a evolução da mortalidade.
A tábua de mortalidade constitui uma ferramenta estatística usada frequentemente por demógrafos, actuários, médicos e outros investigadores no domínio da saúde pública. (…) A tábua de mortalidade contemporânea assenta na análise de uma geração fictícia que é sujeita às condições de mortalidade observadas num determinado momento.”
No documento metodológico “Tábuas completas de mortalidade para Portugal: metodologia 2007 – 2007” o INE apresenta de forma escorreita (mas que se recomenda em particular a iniciados em estatística) a metodologia clássica para o cálculo de tábuas de mortalidade bem como a solução mais recente encontrada para o fecho da referida tábua, ou seja, para as idades mais avançadas que até então eram agregadas num único grupo de maiores de 85 anos.