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Séries trimestrais para a economia portuguesa: 1977-2011

Na sequência do que já havia realizado em meados da década passada (e com algum regularidade desde então), o Banco de Portugal contribuiu recentemente, mais uma vez, para mitigar a carência de séries cronológicas longas sobre agregados fundamentais da economia portuguesa.

Sendo certo que hoje há já mais informação cronológica disponível, divulgada pelo INE (vejam-se por exemplo as Séries cronológicas para a taxa de inflação 1977 a 2012) e pela Pordata, por exemplo, este exercícido agora repetido pelo banco de Portugal continua a revelar-se insusbstituível. Além das séries anuais do património dos particulares -1989 a 2011 já aqui referidas, destaca-se hoje a coleção mais relevante que envolve as Séries trimestrais para a economia portuguesa: 1977-2011. 

Este grupo de dados a que pode aceder nas ligações que publicamos em baixo, compila fundamentalmente informação oriunda no INE, resolvendo da melhor forma avalizada pelos tecnicos do Banco de Portugal, as naturais quebras de série que, provavelmente, têm “complicado” a sua divulgação pelo instituição produtora. O compromisso entre a qualidade e a acessibilidade aos dados é sempre complexo, contudo, estamos em crer que, neste caso se justifica inteiramente esta iniciativa. Eis os dados:

Séries trimestrais para a economia portuguesa: 1977-2011




Séries anuais do património dos particulares: 1980-2011

O Banco de Portugal procedeu a um exercício de atualização e a rearranjo de várias séries cronológicas que tem vindo a acompanhar ao longo dos anos e tomou a decisão de divulgar graturtamente o produto desse trabalho. Em concreto, hoje destacamos as séries anuais do património dos particulares: 1980-2011 às quais poderá aceder consultando as ligações em baixo (versão pdf e versão folha de cálculo):

Séries anuais do património dos particulares: 1980-2011

19/07/2012 Arquivado em: Dados Económicos   Continue a ler



Empresas em Portugal: 2004 a 2010

O INE divulgou recentemente uma compilação de séries temporais iniciadas em 2004 e até 2010 sobre o sector empresarial em Portugal. Alem de um curta publicação de 20 páginas, com análise da informação, o INE-Portugal disponibiliza 16 ficheiros com informação cronológia, para inúmeras variáveis sobre as empresas portuguesas (sector, dimensão, região, ritmo de cresciemtnos, etc) que poderão ser descarregadas gratuitamente do sítio oficial deste instituto.

Poderá encontrar esta informação aqui:

Texto integral do Destaque

  • Download do documento PDF (660 Kb)

Quadros do Destaque

  • Excel Excel (529 Kb – ficheiro zip)
 
Eis um excerto do destaque para a comunicação social:

” (…)  A proporção da criação de novas empresas, no total de empresas ativas do país, atingiu o valor máximo no ano 2007, expresso na percentagem de 15,19%, valor que decresceu até 11,84% no final do período. A mesma evolução verificou-se por parte das empresas do setor não financeiro, cuja taxa de natalidade se situou em 11,94% no ano 2010. Por outro lado, os valores da taxa de mortalidade refletem nitidamente uma tendência de crescimento desde o início do período, alcançando 17,71% em 2009, para o conjunto do setor empresarial. Em termos setoriais, as empresas da Construção e de Serviços apresentaram as maiores taxas de mortalidade atingindo respetivamente, os valores de 18,31% e 20,17%, no ano 2009.

Ao longo do período considerado, observou-se uma redução da taxa de sobrevivência das empresas no país, patente na evolução dos resultados da taxa de sobrevivência a 2 anos que, no caso das unidades não financeiras, correspondeu a um decréscimo de 10,2 p.p entre 2006 e 2010; para esse fenómeno terá contribuído fortemente a Construção. (…)”

 

18/07/2012 Arquivado em: Dados Económicos   Continue a ler



INE divulga inflação desde 1977 até 2012

O INE publicou hoje dados oficiais detalhados relativos à inflação portuguesa desde 1977 até 2012. Facto que se saúda. O ficheiro com a inflação de 1977 a 2012 tem cerca de 4 MB e constitui-se como um marco histórico.

O INE tem tratado muito mal a sua obrigação de divulgação de séries temporais longas. Será o princípio de mais difusões? Esperemos que sim.




Estudo: “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior – 2010 ” – GPEARI

O Ministério das Finanças português através do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) desenvolveu um estudo estatisticamente extenso sobre a empregabilidade dos cursos superiores portugueses recolhendo informação histórica e recente, até Dezembro de 2009. Como sub-produto nada desprezível deste estudo, o GPEARI está a disponibilizar no seu sítio na internet um conjunto muito significativo de quadros e tabelas (em formato Excel – cerca de 5MB – Clique para descarregar) contendo informação que vai desde a apresentação dos dadso de enquadramento (população residente com curso superior ao nível de NUTS 4 – concelhos) até a variadíssimos detalhes para o desemprego, incluindo as associações com os pares curso superior/estabelecimento de ensino. O estudo chama-se “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior – 2010″ e é já o relatório VI sobre o tema (clique para aceder).

Na página dedicada ao estudo poderá ainda extrair a informação estatística usada na última edição bem como aceder aos relatórios anteriores.

Eis um resumo da apresentação do estudo tal como se pode ler na página do GPEARI:

“Este relatório, o sexto da série, incide sobre os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior, em Dezembro de 2009. O documento, para além de um capítulo inicial de apresentação e de síntese das principais conclusões, organiza-se em duas partes principais.

A primeira parte, caracteriza os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior na situação de procura de emprego por comparação, quer com a situação global de procura de emprego, quer com a situação de procura de emprego dos inscritos com habilitação superior observada no mês homólogo do ano anterior (Dezembro de 2008).

A segunda parte do relatório caracteriza os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior em Dezembro de 2009 por subsistema de ensino, área de estudo, par estabelecimento/curso e ano de conclusão do grau. Incluem-se ainda, nesta parte, dados sobre os diplomados por instituições de ensino superior para o período de 1998-1999 a 2007‑2008.”




Séries trimestrais para a economia portuguesa 1977 – 2010

O Banco de Portugal acaba de divulgar juntamente com o seu Boletim Económico do Verão de 2011, a actualização das séries trimestrais para a economia portuguesa 1977 – 2010. São cerca de 30 variáveis fundamentais para entender a economia portuguesa e podem ser descarregadas facilmente sem custos adicionais. Eis as ligações  para a versão em PDF e em formato de folha de cálculo:

 

Qualquer esclarecimento pode ser obtido através do email do Banco de Portugal: info@bportugal.pt




Novo Portal Estatístico de Informação Empresarial do Ministério da Justiça

Números - Imagem da Corbis RFEncontra-se desde hoje disponível, o Portal Estatístico de Informação Empresarial do Ministério da Justiça português.

O novo portal agrega informação administrativa recolhida através da Informação Empresarial Simplificada (IES), do Ficheiro Central de Pessoas Colectivas (FCPC) e da Base de Dados do Registo Comercial (SIRCOM) e promete ajudar a conhecer um pouco melhor e com informação bastante actualizada a realidade empresarial do país devendo ser de utilidade a investidores e investigadores nacionais e internacionais.

Aos poucos vai-se devolvendo com valor acrescentado a informação que todos somos chamados a fornecer.

Contamos explorar as hipóteses de consulta em breve, para já fica a dica para que descubra a ferramenta gratuita agora apresentada.

Eis um excerto da folha de apresentação do Portal:

” (…) A informação é fornecida em diferentes tipos de gráfico e também em tabela permitindo-se a exportação de dados para formato PDF ou Excel garantindo-se, assim, a total versatilidade no tratamento dos dados. Na página das estatísticas encontra-se um mapa de Portugal que é preenchido de acordo com as pesquisas efectuadas permitindo uma rápida e eficaz visualização da distribuição geográfica das ocorrências. O Portal Estatístico de Informação Empresarial disponibiliza de uma forma simples e intuitiva estatísticas diversificadas acerca das empresas portuguesas, construídas com base em fontes fidedignas e actualizadas e visualizadas de forma clara e precisa. (…)”

27/04/2011 Arquivado em: Dados Económicos   Continue a ler



A Agricultura Portuguesa 1999 – 2009: metade do país (ainda) é área agrícola

O INE-Portugal concluiu a análise preliminar daquela que é a segunda operação estatística mais cara (16,9 milhões de euros) realizada em Portugal em cada 10 anos: o recenseamento geral agrícola.

Menos área explorada, menos explorações (-27%), com dimensões médias um pouco maiores e maior aposta nas pastagens permanentes em prejuízo da terra arável. Estão são algumas das conclusões sumária do INE. O país agrícola continua atomizado com 75% das explorações com menos de 5 hectares mas com as grandes empresas agrícolas a representarem já 25% da superfície agrícola utilizada. Eis um excerto da publicação do INE-Portugal:

“(…) Caracterização do Produtor: o produtor agrícola tipo é homem, tem 63 anos, apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem formação agrícola exclusivamente prática e trabalha nas actividades agrícolas da exploração cerca de 22 horas por semana. O seu agregado familiar é constituído por 3 indivíduos e o rendimento provém maioritariamente de pensões e reformas. (…)

Nas empresas agrícolas constata-se que:
• A dimensão média é de 142 hectares de SAU, 12 vezes superior à média nacional;
• A idade média do dirigente da exploração é de 50 anos, 12 anos mais novo do que a média nacional;
• Cerca de 40% dos seus dirigentes têm formação superior e destes, metade possuem habilitações específicas nas ciências agrárias;
• Empregam cerca de 30 mil trabalhadores, ou seja, 2/3 da mão-de-obra agrícola assalariada com ocupação regular;
• Apenas utilizam 3,5 UTA por 100 hectares de SAU, enquanto que a média nacional se situa em 10 UTA por 100 hectares de SAU;
• A utilização dos tractores é mais eficiente, dado que, para explorar 100 hectares de SAU apenas é necessário 1 tractor, enquanto que em média são necessários 5 tractores.

Os dados definitivos estão prometidos para Maio de 2011, nessa altura abordaremos de novo o tema.

17/12/2010 Arquivado em: Censos, Dados Económicos   Continue a ler



OpenAIRE – plataforma europeia de acesso a trabalhos de investigação multidisciplinares

Acreditando que poderá interessar ao público que segue o “Onde estão os números” destacamos esta novidade com a qual tivemos contacto através do Portal do Cidadão (do Governo Português) e a qual encontrou aplicados implementadores na Universidade do Minho. Eis o que se lê no Portal do Cidadão sobre o assunto:

“A Comissão Europeia (CE) lançou o OpenAIRE, uma plataforma de acesso aberto para a investigação na Europa, que permite a investigadores, empresas e cidadãos aceder online aos documentos sobre a investigação científica financiada pela União Europeia (UE).

Lançada pela CE, no passado dia 3 de Dezembro, esta base de dados disponibiliza trabalhos de cientistas nos domínios da saúde, energia, ambiente, tecnologias da informação e da comunicação e das infra-estruturas de investigação, ciências sociais e humanas e ciência na sociedade.

O livre acesso aos documentos científicos possibilitado por esta plataforma permitirá, por exemplo, que “as pessoas com doenças raras tenham acesso aos resultados mais recentes da investigação médica ou que os cientistas obtenham informação actualizada em tempo real sobre os progressos realizados nos seus domínios”.”

Se a OpenAIREOpen Access  Infrastructure for Research in Europe – conseguir traduzir na prática aquilo a que se propõe, poderá ser um peça fulcral no avanço científico e na disseminação do conhecimento apreendido. Vamos estar atentos.




Evolução das despesas de Saúde em Portugal entre 2000 e 2008

O INE português completou recentemente a conta satélite da Saúde, um exercício de contas nacionais que detalha informação sobre o sistema de saúde português. Segundo o INE:


“(…) Entre 2000 e 2008, a despesa total em saúde aumentou, em termos nominais, 4,9% por ano, o que compara com um crescimento médio anual do PIB em valor de 3,9%. (…) Este comportamento foi basicamente determinado pela despesa corrente em saúde que aumentou em média anual, no mesmo período, 5,2%.Entre 2000 e 2008, a despesa total em saúde aumentou,(…), atingindo 17 287 milhões de Euros em 2008, o que correspondeu a cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e a uma despesa per capita de 1 627,4 Euros. Nos anos 2006 e 2008, a despesa cresceu de forma menos intensa, registando-se aumentos nominais de 1,0% e 2,2%, respectivamente.
A despesa total em saúde compreende a despesa corrente em saúde e a formação bruta de capital dos prestadores de cuidados de saúde. A primeira componente teve um peso dominante superior a 92% da despesa total em todos os anos do período em análise, crescente entre 2000 e 2005, em que representou 94,6% da despesa total, baixando nos dois anos seguintes para 93,6% e retomando em 2008 o peso relativo de 2005. (…)

A despesa corrente foi maioritariamente financiada por entidades das Administrações Públicas, com realce parao Serviço Nacional de Saúde, representando a despesa pública corrente, em média cerca de 68,2% entre 2000 e2008. No entanto, ao longo desse período, manifestou-se uma tendência decrescente do peso relativo dadespesa pública, que se cifrou em 65,6% do total da despesa corrente em 2008, com o consequente aumento da despesa financiada por entidades privadas, com realce para as famílias. (…)”

O INE divulga alguns dados estatísticos  aqui e a versão completa da Conta Satélite aqui.

23/11/2010 Arquivado em: Dados Económicos   Continue a ler
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