O Banco de Portugal acaba de divulgar juntamente com o seu Boletim Económico do Verão de 2011, a actualização das séries trimestrais para a economia portuguesa 1977 – 2010. São cerca de 30 variáveis fundamentais para entender a economia portuguesa e podem ser descarregadas facilmente sem custos adicionais. Eis as ligações para a versão em PDF e em formato de folha de cálculo:
Qualquer esclarecimento pode ser obtido através do email do Banco de Portugal: info@bportugal.pt
Foram recentemente anunciados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística de Portugal integrado no Eurostat (o departamento de estatísticas da Comissão Europeia) e pelo Banco de Portugal (Banco Central português integrado no Banco Central Europeu) eventos e iniciativas que cada uma das instituições irá desenvolver hoje, celebrando o primeiro Dia Mundial de Estatística.
O INE antecipou-se e na véspera assinalou a efeméride, em conjunto com o seus pares europeus publicando um documento especial:
O programa do Banco de Portugal centra-se no dia de hoje e pode ser encontrado aqui, abrangendo a divulgação de algumas novidades estatísticas pro parte do Banco de Portugal:
Fazemos votos para que a iniciativa sensibilize a população para a relevância da informação estatística, para a necessidade de esta ser produzida de forma independente e competente e, já agora, que sensibilize as autoridades estatísticas nacionais portuguesas (que melhor conhecemos) para trabalharem de forma mais coordenada e integrada evitando discursos e práticas historicamente comprovadas que em pouco abonam para a sã utilização dos recursos e eficaz produção das melhores estatísticas possíveis. Que este dia seja um tónico para pôr fim aos apartheids intra e inter-institucionais, em prol da comunidade.
A Euribor (EURopean InterBank Offered Rate) é uma taxa de juro de referência calculada pelo BCE tendo por base o valor dos contratos de cedência de crédito entre 57 bancos internacionais (entre eles a Caixa Geral de Depósitos) com uma participação muito ativa no mercado do euro. Por outras, palavras resulta do valor médio atribuído ao dinheiro pelos próprios bancos quando procuram ceder euros uns aos outros, daí designar-se de taxa interbancária. O gráfico relativo à curva de rendimentos pode ser encontrado, com atualização diária, neste endereço do Banco de Portugal.
Esta taxa é calculada diariamente para várias maturidade, ou seja, para vários períodos de cedência. A euribor a 6 meses, por exemplo, responde à pergunta: quanto custa pedir emprestado 1 euro por seis meses e é habitualmente utilizada em Portugal como referência para definir quanto os bancos pedem pelo dinheiro que emprestam aos particulares nos contratos de crédito à habitação, entre outros, sendo o preço do crédito completado por um spread ou margem adicionado à euribor.
A Euribor nasceu com o Euro há 11 anos e alguns dias. No início ainda sem concretização física em moedas e notas característica que viria a assumir apenas em 2001. Mas como se disse, a taxa propriamente dita começou a ser calculada logo em 1999.
Na sequência do artigo “Séries longas sobre a economia portuguesa: segunda metade do século XX” aqui publicado recentemente, demo-nos ao trabalho de pegar nos dados relativos à inflação e prolongar a referida série construída pelo Banco de Portugal, juntando-lhe os anos mais recentes recolhidos no INE, o produtor oficial destes dados. E com isso obtivemos a evolução dos preços em Portugal, medida pelo variação média anual do índice de preço no consumidor, vulgo, taxa de inflação, para os últimos 32 anos.
Aguardávamos apenas a divulgação do número definitivo para 2009 hoje conhecido com a publicação dos dados de Dezembro de 2009 para completar a série.Pode agora descarregar aqui o ficheiro com a Taxa de Inflação para Portugal entre 1977 2009 com o respectivo gráfico a colorir esta peça.
Como se pode constatar, o último ano foi o único desde 1977 em que se verificou um momento de deflação, os preços desceram 0,8%. A perspectiva temporal permite-nos constatar que, após a turbulência pós-revolucionária que andou a cavalo com um choque petrolífero no início dos anos 80, a evolução dos preços tem vindo a registar uma menor volatilidade e uma tendência descendente.
Se já procurou séries cronológicas sobre informação relativa a Portugal talvez se tenha dado conta de que nem sempre é fácil obter informação para muitos anos sucessivos. Há periodicamente reformulações metodológicas, mudanças de base, aspectos que dificultam a simples junção de dois números relativos ao mesmo indicador e a anos sucessivos. Olhando para o cenário actual verifica-se facilmente que o trabalho ao nível da interpolação, retropolação, harmonização, no fundo de colagem de séries realizado pelos produtores da informação não tem sido suficiente. O cenário de existirem disponíveis, pré-preparadas, séries longas com informação (particularmente de índole económica e financeira) de acesso livre, é algo demasiado anglo-saxónico quando se chega a terras lusas.
Há alguns anos, numa tentativa meritória de colmatar, em parte, tal lacuna, o Banco de Portugal privilegiou o objectivo de conseguir construir séries temporais longas e, pegando em dados oriundos do INE, do Governo e do próprio Banco de Portugal, assumiu algumas hipóteses simplificadores devidamente informadas e produziu um conjunto muito razoável de séries cronológicas que compreendem o período entre a II Guerra Mundial e meados da década de 90 (siga esta ligação para aceder na íntegra a essa informação).
O Banco de Portugal considerou 5 vertentes temáticas: