O INE - Portugal divulgou por estes dias o mais recente documento relativo ao Procedimento dos Défices Excessivos (PDE). Um documento de envio regular e obrigatório paras as instituições europeias que permite acompanhar a evolução da dívida e do défice das administrações públicas portuguesas.
No PDE de Março de 2010 divulgam-se os dados históricos desde 2006 e projecta-se o valor esperado para estas e outras variáveis macroeconomicas (o PIB ou as necessidades líquidas de financiamento por exemplo) para 2011.
Eis um sumário do défice e da dívida em percentagem do PIB ( a progressão da dívida é particularmente assustadora):
| Estado |
2006 |
2007 |
2008 |
2009* |
2010** |
| Défice |
-3,9 |
-2,6 |
-2,8 |
-9,4 |
-8,3 |
| Dívida |
64,7 |
63,6 |
66,3 |
76,8 |
85,9 |
| * Provisório |
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| ** Previsto |
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Se já procurou séries cronológicas sobre informação relativa a Portugal talvez se tenha dado conta de que nem sempre é fácil obter informação para muitos anos sucessivos. Há periodicamente reformulações metodológicas, mudanças de base, aspectos que dificultam a simples junção de dois números relativos ao mesmo indicador e a anos sucessivos. Olhando para o cenário actual verifica-se facilmente que o trabalho ao nível da interpolação, retropolação, harmonização, no fundo de colagem de séries realizado pelos produtores da informação não tem sido suficiente. O cenário de existirem disponíveis, pré-preparadas, séries longas com informação (particularmente de índole económica e financeira) de acesso livre, é algo demasiado anglo-saxónico quando se chega a terras lusas.
Há alguns anos, numa tentativa meritória de colmatar, em parte, tal lacuna, o Banco de Portugal privilegiou o objectivo de conseguir construir séries temporais longas e, pegando em dados oriundos do INE, do Governo e do próprio Banco de Portugal, assumiu algumas hipóteses simplificadores devidamente informadas e produziu um conjunto muito razoável de séries cronológicas que compreendem o período entre a II Guerra Mundial e meados da década de 90 (siga esta ligação para aceder na íntegra a essa informação).
O Banco de Portugal considerou 5 vertentes temáticas: