É um recorde que tem vindo a ser superado sucessivamente nos últimos anos. Segundo o IBGE, desde 1980, a esperança de vida ao nascer tem vindo a aumentar em média 4 meses e 12 dias em cada ano que passa tendo subido de 62,57 anos em 1980 para 73,17 anos em 2009. Já a moralidade infantil, caiu de 69,12 para 22,47 óbitos por mil nascidos vivos, no mesmo período.
Estes são alguns dados recentemente divulgados com as Tábuas Completas de Mortalidade – 2009 brasileiras.
O Brasil tem 189.712.713 habitantes. Mais 9,4% do que em 2000. São dados provisórios, ainda em reavaliação mas já com credibilidade e precisão suficiente para que o IBGE os divulgue no seu sítio na internet. Temos então as primeiras estimativas populacionais para os mais de 5000 municípios brasilerios.
Recorde-se que o momento de referência é 1 de Agosto de 2010 pelo que se trata de uma operação relâmpago em termos de capacidade de processamento da informação estatística. Eis as ligações disponibilizadas pelo IBGE para as várias unidades da união brasileira (as ligações remetem para ficheiros PDF). Pode também consultar dados com referência geográfica (e gráfica) aqui.
Unidades da Federação
Eis um excerto das expectativas e indicações de identificação dos recenseadores brasileiros que se pode ler no Portal do IBGE:
“O Censo 2010 mostrará um país mais escolarizado, mais inserido no mundo digital, mais envelhecido, com nível de renda melhor, com padrões mais difundidos de acesso aos produtos de consumo, com novas estruturas familiares e com a crescente presença da mulher no mercado de trabalho e no ensino superior. Esse é o retrato que vamos registrar”, afirma o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, avaliando as transformações pelas quais o Brasil passou na última década.
Para conseguir tirar essa fotografia mais nítida possível dos brasileiros e de suas condições de vida, o IBGE conta, acima de tudo, com a colaboração da população, que deve receber bem o recenseador e responder o questionário corretamente.
Um país que conhece a si mesmo só tem a ganhar.
Ao longo das próximas semanas, e até 31 de outubro, cada domicílio brasileiro receberá a visita de um recenseador do IBGE. É a partir das informações coletadas por eles que o Brasil poderá se planejar para os próximos dez anos: elas ajudarão a definir políticas públicas em níveis nacional, estadual e municipal, além de auxiliar a iniciativa privada a tomar decisões sobre investimentos.
Cada um dos 191.972 recenseadores poderá ser identificado pelo seu uniforme – colete e boné, com logotipo do Censo -, pelo equipamento eletrônico de coleta de dados (PDA) e por um crachá visível no bolso do colete, com nome, número de matrícula e foto. Essa identidade poderá ser confirmada por meio de ligação gratuita para o telefone 0800-7218181, das 8h às 22h, e pelo site do IBGE na Internet, no link www.censo2010.ibge.gov.br/recenseadores.php. (…)”
O IBGE iniciou a contagem decrescente para o Censo 2010. Dentro de menos de 3 meses os recenseadores do IBGE começarão a bater à porta de cada um dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil.
A operação colossal teve mais de um milhão de brasileiros a candidatarem-se às vagas para recenseador. Conheça alguns factos sobre o recenseamento aqui.
Os primeiros resultados deverão ser conhecidos no final do ano, sendo a informação mais detalhada divulgada em 2011.
O IBGE sob a patrocínio da presidência brasileira e numa iniciativa conjunta de Brasil, Rússia, Índia e China lançou a publicação Estatística Conjunta dos Países BRIC que contem dados estatísticos para o período 2005 a 2009 sobre matérias do foro económico mas também ambiental e social.
A publicação, escrita em inglês, é gratuita e pode ser acedida neste endereço (formato PDF). Contem um significativo manancial de dados sintetizados em cerca de 60 páginas. Eis algumas das mini-séries cronológicas disponíveis para comparação entre estes quatro países:
O IBGE divulgou hoje detalhes sobre a divulgação na internet de informação georeferênciada à escala federal e local, uma iniciativa dinamizada por várias instituições sob o signo da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE)*. O sítio de referência é www.inde.gov.br e os objectivos são ambiciosos mas tudo parece bem encaminhado para potenciar esta forma enriquecida de exploração de informação. Eis um excerto da nota de imprensa:
” (…)Decisões sobre planejamento e gestão de recursos, bem como a elaboração de políticas públicas e privadas, serão facilitadas com a implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais – INDE, à qual os usuários terão acesso através de um portal na Internet, o SIG Brasil. Inicialmente, o portal integrará os dados geoespaciais de instituições federais do governo brasileiro e permitirá a visualização e o acesso das informações, viabilizando inclusive mesclar informações geoespaciais no ambiente da Internet. Ao longo da próxima década, outras organizações nacionais – por exemplo, dos níveis estaduais e municipais – poderão vincular-se à INDE. (…)”
Mas mais que as intenções pode desde já “brincar” com a informação já disponibilizada no Portal, nomeadamente, o visualizador de mapas.
O IBGE divulgou hoje a série cronológica (aceder aqui em formato PDF) que faz a retrospetiva da população ocupada (empregada) e desocupada (desempregada) para o período entre 2003 e 2009. A área de enfoque desta informação estatística compreendeu as áreas metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
O IBGE (ver resumo) identificou significativas quebras na população desocupada em todas as regiões ao longo do período de 7 anos: mais modestas na área do Rio de Janeiro (8%) mais expressivas em Belo Horizonte (24,2%).
Algumas frases chave destacadas pelo IBGE:
- Em sete anos, média anual da população desocupada caiu 28,2%
- Participação das mulheres na população ocupada teve crescimento contínuo
- Participação dos trabalhadores com 11 anos ou mais de estudo na força de trabalho sobe de 46,7% para 57,5%
- Em 2009, 66,8% dos trabalhadores contribuíam para a previdência, contra 61,2% em 2003
- Serviços prestados a empresas foi o agrupamento de atividade com maior crescimento: 30,6%
- Em sete anos, contingente médio anual da população desocupada reduziu-se em 28,2%
- Em 2009, a taxa de desocupação média anual ficou em 8,1%
- De 2003 a 2009, a média anual do rendimento real dos trabalhadores cresceu 14,3%
- Rendimento médio real das trabalhadoras representa pouco mais de 70% do dos homens
- Média anual dos rendimentos dos trabalhadores pretos ou pardos cresceu mais que a dos brancos
Se em Portugal o Instituto Nacional de Estatística ainda anda em testes, preparando o recenseamento do próximo ano (veja: “Censos 2011 – Portugal“), no Brasil o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que tem pela frente a tarefa de abordar e recensear cerca de 20 vezes mais pessoas, está em final de contagem decrescente: a colecta de dados vai-se efetuar no 1º dia de Agosto já de 2010 (o XII Censo Demográfico Brasileiro – veja o documento de apresentação em pdf).
Sem surpresa, na página dedicada ao Censo 2010 montada pelo IBGE ficamos a saber que a mega-operação estatística se encontra em preparação há 3 anos, destacando-se o compromisso assumido de difundir os primeiros dados provisórios no final deste mesmo ano. Se tudo correr bem, cá estaremos para acompanhar em primeira mão a resposta a perguntas como: quantos são os brasileiros e demais residentes.
O censo terá dois instrumentos de recolha distintos, um inquérito mais detalhado que será efetuado em domicílios seleccionados – 13 páginas – e outro simplificado que será destinado aos restantes casos – 5 páginas. Pode aceder aos questionários para consulta neste endereço.
Tal como em Portugal, a resposta ao Censo (e aos inquéritos do INE local) é obrigatória. Como garantia de segurança adicional e de controlo de qualidade, o IBGE disponibilizará na já referida página do Censo 2010 a possibilidade de se identificar o recenseador através do número de matrícula que este terá de ostentar obrigatoriamente quando anda em serviço.
Segundo o INE -Portugal:
” (…) A tábua de mortalidade, de vida ou de sobrevivência é um modelo tabular de análise demográfica que sintetiza um conjunto de funções básicas que permitem analisar, numa determinada população, o fenómeno da longevidade e efectuar juízos probabilísticos sobre a evolução da mortalidade.
A tábua de mortalidade constitui uma ferramenta estatística usada frequentemente por demógrafos, actuários, médicos e outros investigadores no domínio da saúde pública. (…) A tábua de mortalidade contemporânea assenta na análise de uma geração fictícia que é sujeita às condições de mortalidade observadas num determinado momento.”
No documento metodológico “Tábuas completas de mortalidade para Portugal: metodologia 2007 – 2007” o INE apresenta de forma escorreita (mas que se recomenda em particular a iniciados em estatística) a metodologia clássica para o cálculo de tábuas de mortalidade bem como a solução mais recente encontrada para o fecho da referida tábua, ou seja, para as idades mais avançadas que até então eram agregadas num único grupo de maiores de 85 anos.