O INE publicou hoje dados oficiais detalhados relativos à inflação portuguesa desde 1977 até 2012. Facto que se saúda. O ficheiro com a inflação de 1977 a 2012 tem cerca de 4 MB e constitui-se como um marco histórico.
O INE tem tratado muito mal a sua obrigação de divulgação de séries temporais longas. Será o princípio de mais difusões? Esperemos que sim.
O Ministério das Finanças português através do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) desenvolveu um estudo estatisticamente extenso sobre a empregabilidade dos cursos superiores portugueses recolhendo informação histórica e recente, até Dezembro de 2009. Como sub-produto nada desprezível deste estudo, o GPEARI está a disponibilizar no seu sítio na internet um conjunto muito significativo de quadros e tabelas (em formato Excel – cerca de 5MB – Clique para descarregar) contendo informação que vai desde a apresentação dos dadso de enquadramento (população residente com curso superior ao nível de NUTS 4 – concelhos) até a variadíssimos detalhes para o desemprego, incluindo as associações com os pares curso superior/estabelecimento de ensino. O estudo chama-se “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior – 2010″ e é já o relatório VI sobre o tema (clique para aceder).
Na página dedicada ao estudo poderá ainda extrair a informação estatística usada na última edição bem como aceder aos relatórios anteriores.
Eis um resumo da apresentação do estudo tal como se pode ler na página do GPEARI:
“Este relatório, o sexto da série, incide sobre os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior, em Dezembro de 2009. O documento, para além de um capítulo inicial de apresentação e de síntese das principais conclusões, organiza-se em duas partes principais.
A primeira parte, caracteriza os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior na situação de procura de emprego por comparação, quer com a situação global de procura de emprego, quer com a situação de procura de emprego dos inscritos com habilitação superior observada no mês homólogo do ano anterior (Dezembro de 2008).
A segunda parte do relatório caracteriza os inscritos nos centros de emprego com habilitação superior em Dezembro de 2009 por subsistema de ensino, área de estudo, par estabelecimento/curso e ano de conclusão do grau. Incluem-se ainda, nesta parte, dados sobre os diplomados por instituições de ensino superior para o período de 1998-1999 a 2007‑2008.”
O Banco de Portugal acaba de divulgar juntamente com o seu Boletim Económico do Verão de 2011, a actualização das séries trimestrais para a economia portuguesa 1977 – 2010. São cerca de 30 variáveis fundamentais para entender a economia portuguesa e podem ser descarregadas facilmente sem custos adicionais. Eis as ligações para a versão em PDF e em formato de folha de cálculo:
Qualquer esclarecimento pode ser obtido através do email do Banco de Portugal: info@bportugal.pt
O INE português completou recentemente a conta satélite da Saúde, um exercício de contas nacionais que detalha informação sobre o sistema de saúde português. Segundo o INE:
“(…) Entre 2000 e 2008, a despesa total em saúde aumentou, em termos nominais, 4,9% por ano, o que compara com um crescimento médio anual do PIB em valor de 3,9%. (…) Este comportamento foi basicamente determinado pela despesa corrente em saúde que aumentou em média anual, no mesmo período, 5,2%.Entre 2000 e 2008, a despesa total em saúde aumentou,(…), atingindo 17 287 milhões de Euros em 2008, o que correspondeu a cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e a uma despesa per capita de 1 627,4 Euros. Nos anos 2006 e 2008, a despesa cresceu de forma menos intensa, registando-se aumentos nominais de 1,0% e 2,2%, respectivamente.
A despesa total em saúde compreende a despesa corrente em saúde e a formação bruta de capital dos prestadores de cuidados de saúde. A primeira componente teve um peso dominante superior a 92% da despesa total em todos os anos do período em análise, crescente entre 2000 e 2005, em que representou 94,6% da despesa total, baixando nos dois anos seguintes para 93,6% e retomando em 2008 o peso relativo de 2005. (…)
A despesa corrente foi maioritariamente financiada por entidades das Administrações Públicas, com realce parao Serviço Nacional de Saúde, representando a despesa pública corrente, em média cerca de 68,2% entre 2000 e2008. No entanto, ao longo desse período, manifestou-se uma tendência decrescente do peso relativo dadespesa pública, que se cifrou em 65,6% do total da despesa corrente em 2008, com o consequente aumento da despesa financiada por entidades privadas, com realce para as famílias. (…)”
O INE divulga alguns dados estatísticos aqui e a versão completa da Conta Satélite aqui.
Além das tradicionais ópticas de análise do Produto Interno Bruto (PIB) como seja a da despesa ou a da oferta ou ainda a óptica dos sectores institucionais é regularmente complementada com a produção de séries detalhadas a nível regional. Todo o edifício é consistente ainda que pro vezes apresente alguns desfasamentos temporais na difusão da informação. Mas em que consistem estas novas séries? Damos a palavra ao INE deixando aqui a ligação para toda a informação disponibilizada. Eis um excerto:
” (…) O Instituto Nacional de Estatística divulga as Contas Regionais de 2006 e 2007 e, simultaneamente, os dados retropolados até 1995 da nova base de referência (Base 2006).
As Contas Regionais agora disponibilizadas asseguram a consistência das diferentes séries, entre si e relativamente às correspondentes séries das Contas Nacionais anuais, divulgadas recentemente (em 9 de Junho p.p.).
À semelhança das Contas Nacionais anuais, a principal alteração metodológica introduzida pela Base 2006 consistiu na plena apropriação dos dados recolhidos no âmbito da Informação Empresarial Simplificada (IES).
Esta nova fonte estatística assegurou às Contas Nacionais e Regionais informação económica de carácter tendencialmente censitário nomeadamente sobre as empresas, financeiras e não financeiras, que, no que se refere às Contas Regionais, permitiu a elaboração integrada e simultânea das contas segundo as desagregações geográficas de 2º e 3º nível da Nomenclatura de Unidades Territoriais para fins Estatísticos (NUTS) vigente (definida a partir do Decreto-Lei n.º 244/2002), ao contrário da metodologia anterior. (…)
Em resultado da grande expansão da informação regional de base disponível, sobretudo com origem na IES, foi possível ampliar as séries disponibilizadas no âmbito das contas regionais que passaram a incluir remunerações por regiões NUTS III e informação sobre horas trabalhadas. (…)“
A CMVM ( Comissão do Mercado de Valores Mobiliários de Portugal) divulgou hoje uma coleção de dados que prometem atualizar regularmente relativa a diversas variáveis associadas aos mercados de valores mobiliários bem como à própria atividade de supervisão financeira desenvolvida pela instituição (coimas, contra-ordeanções). Os dados remontam a 1991 quando possível. As séries mais curtas iniciam-se em 2005 e acompanham-nos até ao presente.
O objectivo confessado pela CMVM é proporcionar o acesso a informação sobre a evolução das diferentes actividades que integram o mercado de instrumentos financeiros e, como tal, a realização de estudos e trabalhos de investigação académica.
Deixamos aqui a potenciais interessados a ligação à zona de Estatísticas – Séries Longas da CMVM bem como o menu mais detalhado em anexo.
O INE - Portugal divulgou por estes dias o mais recente documento relativo ao Procedimento dos Défices Excessivos (PDE). Um documento de envio regular e obrigatório paras as instituições europeias que permite acompanhar a evolução da dívida e do défice das administrações públicas portuguesas.
No PDE de Março de 2010 divulgam-se os dados históricos desde 2006 e projecta-se o valor esperado para estas e outras variáveis macroeconomicas (o PIB ou as necessidades líquidas de financiamento por exemplo) para 2011.
Eis um sumário do défice e da dívida em percentagem do PIB ( a progressão da dívida é particularmente assustadora):
| Estado |
2006 |
2007 |
2008 |
2009* |
2010** |
| Défice |
-3,9 |
-2,6 |
-2,8 |
-9,4 |
-8,3 |
| Dívida |
64,7 |
63,6 |
66,3 |
76,8 |
85,9 |
| * Provisório |
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| ** Previsto |
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Depois do buzz mais que justificado em torno do Pordata, esta semana trazemos um destaque especializado em Estatística do Imobiliário organizado por uma empresa do sector: a Confidencial Imobiliário. Recorrendo a dados próprios e de fontes oficiais como o INE -Portugal, a Ci disponibiliza informação especializada em:
Grande parte dos indicadores económicos relevantes para se ter uma primeira imagem sobre o país e sobre este sector específico, estão ali disponíveis em folhas de cálculo que o utilizador pode importar e trabalhar no seu PC. Fica a dica, parece-nos útil.
Chegou-nos por mão amiga a referência a uma base de dados recente, a Pordata, uma base de dados de acesso público da Fundação Francisco Manuel dos Santos, instituição que tem como Presidente do Conselho de Administração o investigador António Barreto. O projecto é coordenado por Maria João Valente Rosa e tal como indicado na folha de apresentação, a base de dados disponibiliza milhares de indicadores e estatísticas relativos ao Portugal Contemporâneo. A navegação é simples mas pode também atingir níveis de refinação elevados.
A Euribor (EURopean InterBank Offered Rate) é uma taxa de juro de referência calculada pelo BCE tendo por base o valor dos contratos de cedência de crédito entre 57 bancos internacionais (entre eles a Caixa Geral de Depósitos) com uma participação muito ativa no mercado do euro. Por outras, palavras resulta do valor médio atribuído ao dinheiro pelos próprios bancos quando procuram ceder euros uns aos outros, daí designar-se de taxa interbancária. O gráfico relativo à curva de rendimentos pode ser encontrado, com atualização diária, neste endereço do Banco de Portugal.
Esta taxa é calculada diariamente para várias maturidade, ou seja, para vários períodos de cedência. A euribor a 6 meses, por exemplo, responde à pergunta: quanto custa pedir emprestado 1 euro por seis meses e é habitualmente utilizada em Portugal como referência para definir quanto os bancos pedem pelo dinheiro que emprestam aos particulares nos contratos de crédito à habitação, entre outros, sendo o preço do crédito completado por um spread ou margem adicionado à euribor.
A Euribor nasceu com o Euro há 11 anos e alguns dias. No início ainda sem concretização física em moedas e notas característica que viria a assumir apenas em 2001. Mas como se disse, a taxa propriamente dita começou a ser calculada logo em 1999.